quarta-feira, 29 de junho de 2011

Felixcidade I ("série Felixcidades")

I. Asfixia da felicidade pela atualização da alma em novas versões
Hoje o conturbado bombardeio de anseios, é um mundo com uma mutabilidade de realidades cada vez mais acelerada; que nos obriga ou sugere um constante estudo de cenários, sejam tecnológicos, sociais, econômicos, culturais. Nesta velocidade famigerada de mudanças, pela qual somos acometidos; o tempo frustra a si mesmo pela insuficiência em atender a nossa latência filosófica. Vivemos a conciliar a instabilidade conceitual da infra-estrutura metafísica com as construções das realidades físicas, cada vez mais discrepantes em relação ao momento imediatamente anterior a cada ponto da escala evolutiva.
Pisamos em falso tentamos nos equilibrar no solo de nossas convicções movediças, desesperadamente criamos uma teia de implicâncias que eventualmente possam nos nortear na caminhada da sobrevivência, buscamos ajuda uns com os outros ou nos livros e gurus na religião; porém como precisamos de referências e estas se esvaem pela concatenação necessária com as famigeradas mudanças, os sulcos da escalada de sobrevivência tendem a fenecer. E a assimilação destas dissidências provoca cada vez mais a redução de nossos momentos de calmaria e paz de espírito.

II. O senso materialista de prioridade avacalha a abstração da felicidade

A felicidade sobrevive numa ambiência rarefeita e é constantemente asfixiada pelas prioridades, pela proposta de ser contemporâneo, pela proposta de não ser “alienígena”, ser mais humanizado e aceito no meio; não obstante esta proposta acabe por ferir a nossa capacidade de “ser humano”.

A instabilidade permeia nossa realidade construindo um presépio de ilusões. Temos a opção ativa de estabelecer controle sobre as coisas que nos são imediatas. Esta soberania do controle pode ser assentada através da instituição de padrões dos fatos, das coisas, através da cientifização de nossas ações provocada pela observação, pelo experimento e o registro dos fenômenos que compõem nossas realidades individuais e coletivas.

III.A felicidade pelo controle

Segundo Eduardo Giannetti, no livro “Felicidade” o período iluminista foi o momento em que se aflorou o otimismo pela obtenção duma ambiência feliz, através da abolição da ignorância. Pretendeu-se através da disseminação do conhecimento no século XVIII, no “o século das luzes” (Encyclopédie) (...) que se fez através de nomes como Diderot, Rousseau, D’Alembert e outros que se reuniram na casa de campo em d’Holbach (...) a obtenção da humanização, por conseguinte a afirmação de certezas pela previsibilidade adquirida pelo conhecimento. Inicia-se a propagação de conhecimento que outrora fora propriedade exclusiva dos ditos iluminados. Percebe-se que a existência do mistério perpassa pela conceituação implícita de falta do controle e aos que detêm o conhecimento, a possessão das rédeas do destino dos ignorantes.

O iluminismo caracterizou-se pela escalada evolutiva desta libertação coletiva, pelo incremento de forças inquiridoras do conhecimento que se pactuaram numa relação simbiótica, com a pretensão de legar à posteridade a continuidade desta libertação, das amarras da prisão asfixiante do incógnito.

A equação fundamental do iluminismo europeu pressupunha a existência de uma espécie de harmonia preestabelecida entre o progresso da civilização e o aumento da felicidade. A resultante do processo, ou seja, a construção gradativa de um mundo como nunca se vira na história desde a expulsão do primeiro casal do paraíso era o efeito da combinação de vetores de mudança que não só corriam juntos, mas que se alimentavam e se reforçavam mutuamente. Eram eles: •o avanço do saber científico; •o domínio crescente da natureza pela tecnologia; •o aumento exponencial da produtividade e da riqueza material; •a emancipação das mentes após séculos de opressão religiosa, superstição e servilismo; •a transformação das instituições políticas em bases racionais, e •o aprimoramento intelectual e moral dos homens por meio da ação conjunta da educação e das leis.[1]

O controle é ambicionado ora na intenção da supremacia sobre o outro ou sobre a situação. A tranqüilidade da certeza de resultados, desde que cumprido os respectivos protocolos, dá aos homens a sensação de estabilidade, logo calmaria. A forma de poder controlar, como exemplo a fonte de alimentação plantando nas nossas aldeias, próximo ao nosso habitat pela garantia de condicionar as estações de produção dos alimentos, começou pela descoberta da semente. A sobrevivência sujeita à caça e a pesca, deu lugar a uma forma inteligente de gerir os estoques, a logística desligando um pouco a solicitação de estar à mercê da existência de frutos, da caça existente aleatória à vontade do homem, etc.

IV.
A abstração da felicidade afirmada pela libertação do conhecimento

Gostaria de abrir um parêntese reflexivo sobre a tese da libertação através do conhecimento. Nos textos bíblicos ocorre a afirmação feliz de que “a verdade vos libertará”, - Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jo 8:31,32” - conquanto a referência se paute numa libertação das mazelas espirituais com uma alusão explícita; contextualiza-se de forma implícita e substancial à condição da humanização, sob a conotação da ação de dessacralização da religiosidade doentia que a tudo atribui como mistério, com o estratagema de intenção da manutenção do domínio.

A ignorância é o combustível para a existência do controle dos homens simples de forma covarde pelos dominadores, sem dar oportunidade aos dominados suprimindo propositalmente a equiparação das condições pelas vias do conhecimento.

Contudo ocorre um paradoxo visceral representado pela supressão circunstancial do conhecimento no tocante à sublimidade do oculto divino, referendando a condição de ciência restrita a Deus.

Primeiro vamos ponderar sobre as conseqüências disto no homem.

O primeiro ponto é que a proposta de Deus para que o homem e sua mulher não comessem da árvore que estava “no meio do jardim” tinha a intenção de evitar a divinização do homem. O fato da árvore “estar no meio do jardim” evoca a compreensão da interposição mediana de obstáculos pela opção das alternativas de poder obedecer ou não a Deus; apesar da recomendação de não tocar no fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.

A Bíblia enfatiza o propósito de Deus de que houvesse uma relação de amizade com o homem, mas que este como uma criatura adotada como filho e amigo, mas que se abstivesse das pretensões de se enveredar na senda agonizante do calor do saber cósmico; ou seja, tentar ser deus sem ter a estrutura dimensional para sê-lo e preferir a “sábia decisão” de ser um ignorante cósmico. Outrossim, mostra a ocorrência da impossibilidade de que o homem sendo criatura pudesse transcender ao Criador. Nisto não ocorre a covarde pretensão de Deus pelo domínio asfixiante, pois a incoerência se dá pela impossibilidade humana de volição para tal.

O segundo ponto trata-se de que a disposição ideal, essencial para que o homem seja feliz é que este seja necessariamente humano. O desvio desta humanidade subserviente à supremacia divina é um lapso do que ocorreu com lúcifer, que numa auto-avaliação julgou-se ter apropriado duma suposta similaridade de poder em relação a Deus e isto minou a sua fidelidade. Com este evento podemos ter uma definição elementar de pecado como sendo a fuga da condição de humanidade, na pretensa tentativa de ser divino. Com base nisto, os movimentos religiosos que insinuem esta divinização, seja por coreografias, êxtases e alegação egoísta pelos líderes religiosos de serem detentores de status de íntimos de Deus, pode ser um indício de que esteja ocorrendo uma perda da humanidade santificadora. Deus quer conveniar seus propósitos com o homem e não com um semi-deus, já que basta a soberania que lhe própria e intransferível; não pela ditadura da imposição de singularidade, mas pela real-idade da razão de ser a realidade coerente. Pelo simples fato de não assimilarmos a complexidade da relação tempo-espaço e a eternidade ser para nós algo impossível de tatear com nosso intelecto, nos delega a confortável paz pela ignorância do divino. Divino no sentido dos meandros dos mistérios ocultos a nós, pobres mortais; nunca ignorar DEUS.

A divinização do mistério tenta inibir, mascarar, confundir à interpretação do conhecimento palpável pela capacidade de cerco, do domínio pela descoberta delegada por Deus ao homem; e essa tem sido utilizada em muitos casos como o abafamento dos suspiros de inteligência humana, principalmente pelos religiosos. Há, porém a indispensável e recomendável ignorância humana da dimensão exclusiva de Deus que endossa uma sublimação do humano, pois o coloca no plano da genuína vocação de ser sadiamente humano.

“Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”. “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais”. “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente”. Gênesis 5-7 e 22

Linha tênue entre o bem e o mal - trecho escrito em 16/12/2009

O caos como elemento de mudanças

As repercussões desta análise se apresentam indigestas do ponto de vista da maioria das opiniões vigentes. Traz a reboque uma insinuação de heresia, do polêmico, pois se destaca com assuntos, temas, novos conceitos que são dissonantes aos vigentes. Ora esta vigência não necessariamente estabelece a coerência, o prognóstico do correto, ideal, etc. Logo iremos discorrer a justificativa da liberdade de pensamento, para os movimentos conceituais e a autenticação da verdade.

Percebemos que as evoluções são precedidas pela inquietude, pelo burburinho, do caos pelo anárquico, pois descompõem a estabilidade instaurando uma revisão de conceitos.

Senão podemos identificar uma “Geografia da Civilização e Progresso” que corroboraram à formação de culturas, do surgimento de impérios atribuindo esta propriedade tomando como base aos mares e rios; mesmo que possamos ter uma gama bem maior de outros similares com ilustrações a contento. Esta geografia relaciona o desenvolvimento possível, a aglutinação voluntária dos povos para estar às margens de oceanos, rios, lagos, cachoeiras para garantirem a sobrevivência. Logo podemos aludir a estes corpos d’água a conotação do “movediço”, instável, sujeito a mudança repentina de humores, mas que produz os ventos, faz o balanço térmico do clima regional, tem viventes dentro de si além de proporcionar a vida à vegetação e viventes da terra firme e tem uma latência movida pela gravitação “do que está acima dele”; ou seja da lua e astros que estão fora da esfera da terra. Esta alegoria tem imanência com os conceitos teológicos atribuídos a interpretação da vida cristã. Um cristão que não se intimida em ter um relacionamento “aberto” com Deus, buscando orientação “de cima”, questionando-o, fazendo provas, tentando descobrir mais sobre Ele. Este cristão sabe que não se esquivará da resistência da “terra firme” (da oposição), mas tem certeza que mudará o relevo, os limites, alterará o clima, produzirá chuvas que poderão aumentar a porosidade do solo para “absorver” água e aumentar a fertilidade do seu chão para crescimento de novas convicções e certezas.

O mar e os rios têm características contrastantes com a terra firme, com o piso imóvel onde a civilização monta suas casas; no entanto é procurado por produzir vida pela sua dinâmica constante e imprevisível, que constroem milhares de formatos num lapso de tempo na contagem na ordem de milionésimos de segundo.

Tamanha é esta instabilidade que confunde nosso senso de organização, mas extasia-nos pois é belo e nos atrai. Faz alusão ao mistério.

No entanto esta relação simbiótica entre os paradoxos de terra e água não se expandem nas instâncias da composição essencial; nas simetrias atômicas, nas inferências de interação necessária como conseqüente da existência de “um” somente possível pela existência do “outro”. Afirmo que esta relação simbiótica, apesar de constituir um encadeamento profícuo, não dá margem à dedução da existência necessária dos paradoxos, o equilíbrio entre o bem e o mal com a presunção da anulação do pecado; pois “estes não se expandem nas instâncias da composição essencial dos paradoxos”. O bem sobreporá sempre ao mal.

contraponto da pseudo-verdade sob custódia da ignorancia induzida e a verdade imutável sugestionada diariamente por deus

Esta pseudo-verdade é a suposta afirmação de “verdade estável”, porém nada mais é do que uma ignorância autenticada pela conspiração cartorial, composta por líderes mundiais, eclesiásticos e de demais instancias na pretensão de manter interesses escusos que lhes proporcionam vantagens do domínio sobre a massa ignorante. É a Civilização vigente é equivocada, pois se historifica somente na cronologia do imediato, não transcende à contemporaneidade e logo sempre é substituída por outra mais coerente com os interesses predominantes da massa dominadora. Esta realidade indica a substancial necessidade da busca constante de todos os seres humanos pela Verdade; relevando que o endereço de verdade é único, insubstituível, inexorável que é o próprio Deus: Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Jô 14:6.

A Civilização da verdade vigente sucumbe às razões calcadas no Plano de Deus; pois esta tem conotação sumária de perpetuações de ecos fenomenológicos, sejam religiosos, sócio-políticos, econômicos, com efeitos “delay’s” num tatear sem rumo eivado de incongruências conceituais e ideológicas, enquanto o Plano de Deus se desdobra sobre o todo, sobre o cosmo, sobre todas as coisas e tem amplitude inconcebível pelo homem.

As nossas verdades se pautam na necessidade de contingências para aplacar o imprevisível; é a disposição de guardar o maná para o dia seguinte, na desconfiança de que Deus não mande mais maná; é não dispor dos fardos pecaminosos da santificação deisificando-se, tornando-se um semi-deus ao invés de ser genuinamente humano pela santificação em Cristo, mesmo que solicitado por Jesus.(...) Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve. Mt 11:30

[1] Giannetti, Eduardo, 1957

Felicidade : diálogos sobre o bem-estar na civilização / Eduardo Giannetti.

— São Paulo : Companhia das Letras, 2002. págs. 22 e 23

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Ética e a Moral

Refletindo de forma simplificada sobre a teoria de Piaget e de Kohlberg; podemos observar a ocorrência de uma transição humana com um nível de civilidade que coaduna com a harmonia social, e ainda, esta que estriba nas fases iniciais com voga manifesta de elementos biológicos, parassimpáticos, associados em nexos de casualidade entre coação e recompensa; movidos através da volição inteligente para atingimento do estágio da transcendentalidade humana.

Este cenário apoteótico, sensivelmente regado ao abstrativismo , muito embora com um nível substancial de subjetividade humana; respondem à recomposição da humanidade autêntica, à uma socialização racional, desconstruindo a necessidade da imposição de leis e da coação; já que a limitação dos desejos egoísticos se impõem catapultados pela concessão individual pró- socialização harmônica.

Os componentes biológicos, inconscientes, cedem lugar à volição centrada e racional; simbiótica, atingindo um nível de complexidade; cumprindo de forma intrínseca a manutenção das singularidades “DNA’nímicas”; mas com interação satisfatória e contextual com a diversidade sofrível, atendo-se à manutenção da harmonia social.

Os elementos sócio-econômicos, os preceitos dogmáticos da religião, a idelologia partidária, as diferenças de contexto no que tange às afeições antropológicas e jurídico-políticas; se integram e entrelaçam na formação das individualidades, sob o prisma contextual; e se movem sincronizadas com a coletividade.

Porém cumprindo os mesmos protocolos nos estágios propostos por Piaget e Kohlberg, os resultados serão distintos, pois um mesmo indivíduo sujeitos à mesma ambiência de desenvoltura sócio-civilizatória; têm o componente enfático da sua subjetividade singular; e ainda é imiscível à ambiência do externo, logo produzirá uma preceituação moral e ética diferenciada.

Neste caldo de heterogeneidades surge então a dialética de razões e contra-razões, que além de se sujeitar à complementaridade da harmonia social, sobreviverá com novas proposições para a reconstrução do novo Solo Moral e Ético plausível nos novos movimentos cíclicos posteriores.

Zóio um anímico ser pró-evolução!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pesquisa completa e inédita sobre os crentes e o sexo...vc vai assustar: cai a máscara da pseudo-santidade!!!


Crente e o Sexo...pasmem quantos já transaram antes do casamento...

Nunca vi nenhuma pesquisa tão completa com dados surpreendentes, realizada com caráter metodológico e científico. Uma contribuição essencial para a leitura da "kra" real dos crentes. A máscara da pseudo-santidade é refletida na pesquisa e enfatiza a humanização dos crentes; não obstante a procura obcecada destes em estar sempre em estado de êxtase.

Isto corresponde à pretensão de autodivinização, uma epidemia da Síndrome de Lúcifer (livro do Rev. Caio Fábio), que se busca ser igual a Deus. Deus nos quer humanos; tanto que Jesus É O "Verbo que se fez carne e habitou entre os homens". Deus quer relacionar-se com o homem e não com semideuses pois ele já é suficientemente DEUS.

Veja neste link da revista Genizah(muito boa):

http://www.genizahvirtual.com/2011/05/o-crente-e-o-sexo-pesquisa-parte-1.html

Tô de Zóio no s... afinal somos animais uê!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aprovada MP que concede incentivos fiscais a vários setores da economia

Aprovada MP que concede incentivos fiscais a vários setores da economia

Olha a vergonha...Por um lado tentam renovar o tributo: Reserva Global de Reversão que é um amparo às Concessionárias de energia elétrica para bancar suas expansões e ONERAR ainda mais o Consumidor - trabalhador; por outro dá mais incentivos fiscais à várias empresas dos mais diversos setores da economia. É o povo financiamento do enriquecimento mais acelerado de uma minoria ...é vergonhoso isto. Divulguem!!!

Tô de Zóio nas irregularidades e arrogancias da administração contra o povo!!!

MP 517/10: prorrogação de tributo sobre energia elétrica é criticada

MP 517/10: prorrogação de tributo sobre energia elétrica é criticada

Educando a partir do vínculo da socialização e ganho civilizatório!!!

Este artigo visa através do filme “Um Filme Falado” realizar a releitura da essencia da comunicação, com utilização dos vários modais de linguagem; a relação axiomática do mito, lenda, tradição e o que o cotidiano representa para a construção desses primeiros; sendo o cotidiano fruto dos reflexos míticos, lendários, tradicionais e que têm relações intercambiáveis com a civilização pelos mecanismos da prática educacional; seja no ambito familiar, religioso, escolar e ou pelo regramento do Estado. Dentro deste contexto, a educação contribui para a aprendizagem, para a capacitação de análise das nossas vivências nos dias atuais e para formação indivíduos pensantes.

A NECESSIDADE CONGÊNITA DA SOCIALIZAÇÃO
A intensidade da socialização humana é volátil; insurge de forma enfática em respostas à alquimia de variáveis consequentes, portanto também resultantes da equação das necessidades humanas elementares de interação e integração humana, e esta volitilidade pode ser estabilizada através do conhecimento da sociabilidade e pela educação. Ocorreu e ainda ocorre; com firme persistencia histórica na contemporaneidade; alinhavares nos diversos retalhos do tecido social, como barganhas de interesses, elos cognitivos de reafirmações de individualidades consubstanciadas na conquista do posto de controle; embora estas restritas individualidades tenham como premissa básica, estar entre os humanos “sub-ordinados”. A linha do tempo demarca dispensações episódicas da história; pelas quais e somente, foram construídas pela re-união de forças humanas por objetivos comuns; resguardando a mitigação das diversas solicitações, desejos, vaidades, anseios, sonhos e metas pela comungação de potencialidades; no afã do prêmio da socialização das divergencias e poderes. Podemos nisto perceber as bases da história, da política, do surgimento das divisões de classes.
Neste contexto, o substrato que carreia a fertilidade para o desenvolvimento social se enumeram, sem levar a termo a importancia da observância de peculiaridades “strito sensu”, da seguinte maneira:
• O tempo, a linguagem, espaço, interatividade, movimento de discursos (perguntas e respostas).
• A tradição, família, mitos, dialética, política e dominio e utopias.
Os desenhos dialéticos se equilibram nesta teia movediça de convicções, e estas devem se estribar num vínculo de racionalidade, o que nesta condição estará como sugestão indubitável à educação dos povos.

A LINGUAGEM COMO PROPULSORA DA ESCALADA CIVILIZATÓRIA

No filme “UM FILME FALADO”, na conversa entre mãe e filha, ocorre um discurso pautado entre perguntas e respostas, um momento dialógico (duas lógicas), em que estas pretendem ajuizar um conhecimento sobre aspectos histórico- sociológicos. De um lado a mãe reafirmando certezas históricas adquiridas por informações convencionadas, ainda esta mesma mãe relativizando algumas informações atribuindo incertezas aos mitos; e por outro a filha acolhendo o mérito das informações, filtrando seja pela confiança da figura materna em luta com as suas indagações, colhendo as informações para a formação de um conceito individual.
Percebe-se aí, o processo civilizatório galgado na concepção ponderada de certezas e incertezas; e destas surge a necessidade do questionamento, da verificação experimental da realidade de forma que se estabeleçam novos paradigmas, novas certezas, novas tecnologias, o desbancar de ideologias e mitos retrógrados, etc. Neste ínterim é fato a atmosfera suscetível e pretendida da socialização.
Ainda no filme podemos notar, o tempo como o piso de demarcação de território dos estágios da história, a sabedoria inconsciente que orientava e orienta nossa visão de mundo; o relato dos exercício dos egoísmos dos líderes que estabelecera o regramento a ser perseguido como marco das lutas e guerras na história; o exercício do raciocínio a partir do diálogo. Basta saber que o o que é a-logico é a desnecessidade do uso do raciocínio, ou aquilo que não evoca detalhes lógicos para serem interpretados pois são óbvios. Diálogo é um jogo de raciocínio fronteiriço por condição de exequibilidade.
Nas conversas que surgem da mãe com a filha, com o Sr idoso, com o sacerdote, na oitiva do guia turístico em Marselha; nota-se que as mudanças de idiomas preconcebem que o emprego de fonemas, signos inscritos; enfim um novo idioma; demonstra a universalização da linguagem como elemento civilizatório; pois resgata o repasse das experiencias históricas às demais gerações estabelecendo um ponto de partida cada vez mais sofisticado educacionalmente para nossos descendentes, tendendo a que estes estabeleçam pontos civilizatórios mais evoluídos para as demais gerações; com substancial distanciamento do tempo histórico de seus ascendentes.
O “mix” entre signos, a interação dos signos na significação dos objetos, a aplicação operacional destes signos e fonemas no contexto situacional; resguarda o modelo pragmático da comunicação, do desenvolvimento educacional, promovendo por consequencia a harmonização social, portanto uma sociedade mais sã ou menos patológica, mais civilizada.

OS MOVIMENTOS MÍTICOS E COTIDIANOS NA EXTENSÃO E AÇÃO NA EVOLUÇÃO HISTÓRICA NA SOCIALIZAÇÃO DO HOMEM
O mito ao contrário do que se poderia pensar, é uma afronta à comodidade humana pelo não questionamento. Presume-se na essencia do mito, um alento à dinamica inquiridora, um combustível ao congraçamento dos supostos ícones dos feitos históricos ou divinos; numa tentativa de explicar os feitos ou fatos a partir do heroísmo, do poderio da divindade, etc.
No filme é mencionado a lenda; o que nada mais é do que a poetização dos ideais retroalimentando a disposição natural dos humanos pelos sonhos e pela abstração criativa.
O ambiente escolar e seus atores compõem a realidade de mundo civilizado em “maquete”; sendo assim um laboratório onde se constrói a réplica das particularidades reais e contextual da sociedade.
O mito e a lenda passam a existir pelo vínculo da temporalidade; do mesmo modo a tradição, além do fator benéfico que estes dispõem; infelizmente podem contaminar e adoecer as relações sociais; às vezes provocando o extremismo pelo fanatismo; com o fechamento circunstancial das portas à absorção do “novo”, do aprendizado contínuo e despreconceituoso.
Para conter esta mazela a educação constitui premissa básica das ações.
No momento de encontro entre mãe e filha com o sacerdote ortodoxo, o gestual religioso no ato de benzer; despertou a atenção da menina. O que isto nos explica?
Que os elementos gestuais, a linguagem nas várias modalidades; tem o condão de transmitir informações que podem categorizar uma individualidade; vence a distância etária e transfere indícios de cultura e crenças e sonhos.

OS SENTIDOS COMO FERRAMENTAS E O DOCENTE COMO ORIENTADOR OPERACIONAL DOS SENTIDOS PRÓ-EDUCAÇÃO

O ouvir, o tatear, o falar, o paladar, a visão são explorados atualmente de forma extrema; com isto a disciplina na triagem do que é bom e útil à coletividade e às individualidades, demandam a razão com doses de subjetividades suficientes para a construção de uma realidade contemporânea; que não fuja contextualmente. A extemporaneidade sazonal se dá principalmente pela necessidade de ajuste social às novas disciplinas emergentes ou pelo distúrbio na condução da socialização e em grande parte pela omissão do exercício educacional pelo Estado.
Basta dizer que a educação é o mecanismo utilizado para orquestrar estas vivencias.
Os recursos dos sentidos, o “idear orientado” de crença, a politização das condutas através dos conhecimentos dos mitos e tradições efêmeras, estabelecem o caminho ideal para a inquirição do conhecimento, da sabedoria formando o pano de fundo satisfatório para fomentar a constante evolução da raça humana pela simples liberdade do exercício do verbo “educar”.

CONCLUSÃO

A pedagogia civilizatória deve ser cumprida através de protocolos abertos; na cumplicidade entre professores e alunos na árdua tarefa da descoberta. Destas o sentimento e percepção das peculiaridades, o senso de responsabilidade e cooperação; constituem o leque profícuo de nexos e casualidades que demonstrarão o melhor caminho na construção da história civilizada.
O filme resgata também a encenação pedagógica como dica de como as relações familiares e sociais deveriam se comportar; meios pelos quais a cooperação e contribuição solidária e solícita, poderiam acelerar a equalização das diferenças. Universalizaria assim as bases de informações e conseqüentemente melhoraria as relações sociais e enlevaria os padrões evolutivos civilizatórios da raça humana; promovendo mais bem estar na ocupação humana de um mesmo espaço (planeta), por tantas diferenças genéricas e diversidades de anseios e opiniões.

Zóio -pensando a educação como meio de sobrevivência

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A vida pode ser maravilhosa...

Tenham Um ótimo feliz de semana...sinta o zumbido
das abelhas, sinta o vento do roçar das asas dos pássaros, pisem na
grama e sintam a textura destas, ouçam The Long And Winding Road, dos
Beatles, tomem café com torradas de pães dormidos, vejam os desenhos do
mickey Mouse, Leiam os gibis do Zé Carioca ou Capitão Marvel, comam
farofa e sujem o nariz com farinha... depois descubram que a "Vida pode
ser Maravilhosa"com Ivan Lins.

Zóio que gosta de boa música!!! e fim de semana tbm!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

The Long And Winding Road

Esta "The Long And Winding Road". Um movimento cíclico de idas e voltas, pelas sendas do ainda...
Do ainda querer ser, do ainda querer amar pelo simples escopo existencial, necessário em ser cumprido.
Uma estrada que sempre estimula a dinâmica constante, as travessias, transposições de colinas e outeiros.
Uma suposta melancolia do silêncio; mas que proporciona a transcendencia inerente ao humano.
Música que alivia a rudez da racionalidade, embalsama nossos "melhores", blinda nossa "humanidade latente". Uma proposição de Deus em nós pela opção de sempre estar indo...
E estas buscas sempre desembocam na única e singular opção, de sermos felizes, pois "It always leads me here Lead me to your door".
Só não encontrarás com ELE, se sair da estrada, mas se continuares na busca, a longa e sinuosa estrada o levará para ELE.

https://www.youtube.com/watch?v=uzveq8-H8Go
APRECIEM SEM MODERAÇÂO!
Edson, um zóio que gosta de boa música!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Um ato de amor e coragem! Não é filme não... é realidade!!!

Bom dia caros seguidores do blog!
Compartilho com vcs a felicidade de concret-izar um sonho embalado desde o ano de 2006.

Uma revisitação poética ao passado.
Ver as "carinhas" de crianças felizes, me proporcionam a releitura de quando eu, com 3 anos e ainda pelado (rsrsrs) sentava num"chão do quintal de minha casa(dos meus pais)", e observava as galinhas, leitões passeando no entorno deste mesmo quintal. Eram a catapulta dos meus sonhos,as imaginações, os lampejos da poetização da realidade, a introspecção da linguagem dos sons convertendo-os em sinfonias-molduras para meus momentos de vida posteriores. Irônico que um cenário rudimentar pudesse assentar tamanha importância na construção da minha aptidão e sensibilidade social com o inserto solidário. Vejo hoje nas crianças na creche a possibilidade de formação de pessoas melhores que eu, engenheiros, advogados, médicos, políticos que irão construir uma realidade melhor do que a nossa, que no momento lamentamos a condição utópica da concreção desta realidade perseguida.

A concreção de um sonho compartilhado
No dia 20/04/2011 foi a inauguração da creche "Centro Infantil Cora Coralina", no bairro Limoeiro, Ipatinga, MG. Com a presença do Secretário de Educação da PMI, Maurício Mayrink; gerentes da secretaria de educação da PMI, lideranças comunitárias e comunidade. Uma festa solidária regada à chá-de-mate, erva cidreira e biscoitos; chique não é ?!


Viés jurídico do objeto fático
Com a capacidade preliminar de atendimento de 62 crianças na faixa de 2 anos até 4 anos, com área de recreação (parquinho, piscina, teatrinho), podemos hoje ver a possibilidade da orientação de caráter destes "niños", reafirmando o óbice às potenciais condutas desviantes que ensejam a contaminação da confor-mação do tecido social; sob a insígnia da preservação do pacto social e a consequente harmonia social.
Como dizia Jeremy Benthan com o endosso foucaultiano, o cerceamento dos inconformes à sugestão da integridade preventiva ao invés de remediante; é inconteste na afirmação da melhor aproximação das pretensões de justiça.
A educação racional, profissional nos primeiros cismas perceptivos da realidade do homem; ou seja, na tenra idade, desafia a perenidade do estado bárbaro da sociedade; pois evoca o princípio da razoabilidade, do coerente "sancionado" pela relação sadia, do "embrenhar" de intenções e interesses; provocando assim a relação simbiótica e harmônica na sociedade.

Efeito futuro
Os dados do IBGE (http://www.ibge.gov.br/estadosat/temas.php?sigla=mg&tema=pnad_vitimizacao_justica_2009) revelam que a insegurança é algo premente na vida das pessoas citando que em meu Estado, que 69,9% do publico de faixa etária de 10 anos para mais, se sentem seguras em seus bairros; portanto 31,1% vivem amedrontadas dentro de seus bairros e ainda 21,1% não se sentem seguras nem dentro de suas próprias casas. O desalento das pessoas quanto aos ideais de justiça, o cambio de responsabilização que não se localiza em um ente definido, devido a complexidade, do emaranhado de agentes abstratos e concretos. Isto faz-nos pensar numa solução que se atenha à minudência de elementos ligados à formação da referencia moral, do caráter dos cidadãos; e neste ínterim, a educação se comporta como elemento basilar no tratamento das mazelas sociais. Se a densidade destas ações se intensificarem o futuro será mehor, ou com melhor descrição: haverá futuro.

Apelo-convite
Face às reflexões, conclamo aos meu amigos destinatários que formem um pelotão solidário de ação ofensiva, formando rádios comunitárias, aulas de reforço escolar gratuitas, mutirões de reforma e pintura de escolas públicas, limpeza de praias e praças solidariamente, visitar e auxiliar nas casas de pessoas doentes e acamadas, doar cestas básicas sazonalmente a uma pessoa necessitada, etc.
São várias ações de grande envergadura e de pequenos esforços que irá mudar a vida das pessoas beneficiárias e irá mudar muito mais você para uma pessoa melhor!

Edson - Zoiando as chances de ser um "SER" humano melhor!!!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Texto de Leonardo Boff publicado originalmente no blog dele

Muitos só conhecem de Nietzsche a frase “Deus está morto”. Não se trata do Deus vivo que é imortal. Mas do Deus da metafísica, das representações religiosas e culturais, feitas apenas para acalmar as pessoas e impedir que se confrontem com os desafios da condição humana.

Esse Deus é somente uma representação e uma imagem. É bom que morra para liberar o Deus vivo. Mas não devemos confundir imagem de Deus com Deus como realidade essencial.

Nietzsche estudou teologia. Eu pude dar uma palestra na Universidade de Basel na sala em que ele dava aulas, quando fui professor visitante em 1998 lá. Essa oração que aqui se publica é desconhecida por muitos, até por estudiosos do filósofo. Por isso no final indico as fontes em alemão de onde fiz a tradução. No original, com rimas, é de grande beleza.

Oração ao Deus desconhecido

Antes de prosseguir no meu caminho
E lançar o meu olhar para frente
Uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti,
Na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas do meu coração,
Tenho dedicado altares festivos,
Para que em cada momento
Tua voz me possa chamar.

Sobre esses altares está gravada em fogo
Esta palavra: “ao Deus desconhecido”
Eu sou teu, embora até o presente
Me tenha associado aos sacrílegos.
Eu sou teu, não obstante os laços
Me puxarem para o abismo.
Mesmo querendo fugir
Sinto-me forçado a servi-Te.

Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido!
Tu que que me penetras a alma
E qual turbilhão invades minha vida.
Tu, o Incompreensível, meu Semelhante.
Quero Te conhecer e a Ti servir.

Friedrich Nietzsche (1844-1900) em Lyrisches und Spruchhaftes (1858-1888). O texto em alemão pode ser encontrado em Die schönsten Gedichte von Friederich Nietzsche, Diogenes Taschenbuch, Zürich 2000, 11-12 ou em F.Nietzsche, Gedichte, Diogenes Verlag, Zurich 1994.


Zóio - percrustando a realidade inconteste!

sábado, 9 de abril de 2011

Cortesia do blog Conexões Epistemológicas

O preço pago por Einstein à psiquiatria

A medicina cria pessoas doentes,
a matemática pessoas tristes,
e a teologia, pecadores.
O resultado disso pode ser apreciado em qualquer esquina:
A estimativa é de que atualmente haja 35,6 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo. Este número deve subir para 65,7 milhões até 2030 e 115,4 milhões até 2050 BBC-Brasil,

Michel Foucault - um pensador do nosso século!!! (Parte l)

Michel Foucaut interpretava a mudança de paradigmas quanto ao controle social baseando-se em Benthan, fugindo a prerrogativa grega de agregação espacial com ênfase à sociedade do espetáculo (olimpíadas, sacrifícios de criminosos como ações intimidatórias) em que se desenrolavam poucos protagonistas, com uma maioria "audiente" (expectadores).

Cita Jeremy Benthan, como pai do panoptismo (exercício do controle social sob a vigilância com a égide prevencionista); como o mentor da idéia que deslocara o eixo de atenção de um grupo protagonista menor para um grupo menor "audiente". sendo a minoria antes protagonistas agora "audientes" (expectadores). Exemplo: prisões vigiadas, cidades policiadas, câmeras em shopping. Nisto percebe-se a mentoria de um mecanismo de coibição de desvios de conduta pela intimidação da vigilância desanimando a ousadia para o descumprimento de regras; evoca maior eficiência, relativizando os modelos prisionais atuais, apenamentos pós-infração e ponderações punitivas a partir dos efeitos, sem poder evitá-los. Contráriamente a isto; a visão panóptica; sinaliza a coibição sob a vigilância preconizando a intenção de óbice à conduta desviante potencial não-consumada; portanto melhor sofrível na administração dos distúrbios sociais, e controle mais efetivo.

Relativizou o conceito de verdade-conhecimento, conformando-se às inferências de Nietzsche de que não há conexão entre o objeto e o saber, tal que o saber foi vertido da premedição do controle; atribuindo o caos como a "normalidade".

A aplicabilidade nas ciências jurídicas, pervadem a convicção de que a teoria do Direito Penal, com a função remediante de condutas desviantes já consumadas; se tornam numa linguagem sem matiz hermenêutica, nem coerente; ficando o legalismo jurídico ineficiente, pois ao invés de despertar o temor da conduta desviante, instiga a recíproca à altura da perniciosidade da punição...


Michael Foucault enfatiza o vanguardismo do panoptismo, quando interpela uma tônica prevencionista, obstando o controle social pelo que se faz, mas sim pelo que é e pelo que se pode fazer.

Apesar de o panoptismo ter orientado a disciplina da Teoria do Direito Penal vigente, hoje descalça suas bases de legalismo punitivo e vigilante passivo incorporado através da grafia jurídica das normas; e hoje a sociedade panóptica, verifica a primazia da verificação da potencialidade antecipando o fato. O deslocamento da perspectiva do espetáculo para a vigilância coletiva pelo individual; ensejou e ainda hoje produz efeitos que sublimam a individualidade, os detalhes de uma visão pormenorizada tendo apenas uma perspectiva observatória sobre vários pontos a serem observados. A arquitetura vigente que espelhara a vantagem espacial para um público expectador, cuja atenção se concentrara numa única pessoa, ou em um ponto visível com poucos personagens (espetáculos, eventos religiosos) desloca o centro de atenção para a universalidade cuja vigilância é operada por uma “observação-solo” .

Podemos perceber o discurso do controle...com uma atmosfera de limitação dos movimentos democráticos, imprimindo sob apenas uma ótica a uniformidade, por conseguinte a harmonia estabelecida entre as dissidencias e divergencias; pois o ajuste é feito de todos pela expectativa e orientação de um humor de controle.

Edson - zóio um panóptico das relações jurídicas e antropo-filosofo-sociológicas... e mais algumas ógicas a mais... rsrsrsr

domingo, 13 de março de 2011

"O evangelho por sua vez é o evangelho da glória - e a Janela 10/40... esquecida... precisamos de renovação ?"


A vulnerabilidade social pode ser fator preponderante para o estímulo da igreja, em perseguir sempre a atuação necessária como um dos atores sócio-institucionais, por fazer parte do tecido social; sendo, portanto incumbido visceralmente a responder com eficácia às solicitações das crises existenciais da sociedade.

Todo os projetos, as metas no meio eclesiástico em que não se permeiem a “obsessão justificada” pelo propósito da missão a nós atribuído, citado na Bíblia e não enverede pela busca da disseminação do evangelho, que não sofra a intensidade de ser canal de veiculação das Boas Novas; convive em contradição existencial.

O termo evangelho deriva-se do latim evangeliu < style="">eu, bem + aggellein, anunciar ; ou seja, o pronome eu designando um agente ativo anunciando o bem ou boa nova[1].

Logo o evangelho não se autopromove, não obstante sua carga de poder divino, sua ação apenas se historifica pelo condão das atitudes e estas foram delegadas aos homens por Deus na afirmativa imperativa do... “Ide por todo mundo...”.

"Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?" (Romanos 10 : 14)

“O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos e restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do SENHOR (Lc. 4:18)”.

O ano aceitável do Senhor é contextualizado com o ano do Jubileu que correspondia ao primeiro ano depois de sete vezes o ano sabático judaico. Este ano sabático compreendia, por sua vez, o total de sete anos, dentre eles, seis anos se trabalhava a terra e ao completá-los, no sétimo, deviam fazer descansar; descansando tanto a terra como também os trabalhadores. O ano do Jubileu, por sua vez, era o primeiro ano depois de sete anos sabáticos, ou seja: sete vezes sete anos que é igual a quarenta e nove. No ano seguinte, o qüinquagésimo ano, celebrava-se então, em comemoração solene, o ano do Jubileu, que tinha inicio no dia 10 do mês Tisri, que corresponde, no nosso calendário, ao mês de setembro; era um ano tão importante que o povo comemorava-o com solenidades marcantes, porque no que se diz, trazia o Jubileu que em muito tem haver com JÚBILO. Júbilo que é alegria. Jubileu tempo de celebrar, tempo de festa na alegria do Senhor. Era considerado um ano de resgate. Nele eram observados preceitos tais como: repouso da terra e descanso dos trabalhadores, liberdade de escravos, instituição de normas que regularizassem a negociação de propriedades; resgate de propriedades das famílias; dívidas anuladas e outras mais.[2]

Isaías profetizou o “ano aceitável do Senhor” Is. 61-2; e “o ano dos meus redimidos é chegado” Is.63-4. Se lermos atentamente a profecia que fala de Jesus, em Isaias 61:1-3 vê-se claramente, que os benefícios concedidos pelo ano do Jubileu, o Senhor os confirmou e os ampliou ainda mais. Oferecendo “boas novas aos mansos, restauração aos contritos de coração, liberdade aos cativos, abertura das portas das prisões aos presos e consolação a todos os tristes” Isto é Jubileu hoje, e a igreja prega isto. [3]

Pastor João da C. Gomes Feitosa

[1] Fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx acessado dia 10/02/2009)

Este artigo-análise pretende propor que os incubidos do "IDE DE JESUS", tenham um plano inteligente, bem gerido, com acompanhamento de indicadores de performance para consolidar um alcance efetivo das almas.

E para somar ações no âmbito mundial, fomentar uma ação de contribuição para a manutenção de missionários no exterior; missionários estes que passem pelo crivo da capacitação técnica e espiritual, explorando as nuances de intenções se são legítimas e convenientes aos propósitos da evangelização genuína; não se convertendo em autopromoção com viés pessoal e sim do Reino de Deus.

Para o Brasil ocorre a sugestão inequívoca e urgente de um plano com a visualização intrínseca dos Estados, das cidades, dos bairros seguindo as premissas de uso de ferramentas de gestão e gráficos.

O termo evangelho na análise filósofo-teológica na insinuação gramática, sob o contexto fonético
.

Podemos ao dissecar o termo evangelho, nos aperceber da essência da palavra na interpretação dos signos, sem nos atermos à simples designação de significado meramente do conjunto de símbolos gráficos, mas pelo mistério da formulação da palavra em português que traz à reboque a imbuição do propósito a que esta se designa. O termo evangelho deriva-se do latim evangeliu < style="">eu, bem + aggellein, anunciar ; ou seja, o pronome eu designando um agente ativo anunciando o bem ou boa nova[1].

Senão, podemos especular, no entanto, sem exercer a ousadia e atrevimento de atribuir cientificamente, realidade à estas ponderações. Vejamos então o termo e-v-an-ge-lho:

  • “v”intervenção das cavidades: oral; modo de articulação: constritiva e fricativa; intervenção das cordas vocal sonora e labiodental. A letra “V” presume à interpretação pelas suas categorizações gramaticais que pela intervenção das cavidades vocais se exprimindo de forma oral, se dá pela força do “logos”, pela espontaneidade da passagem do ar decidida e não nasalizada com a pretensa intenção de “não querer dizer”. Para o modo de articulação sendo constritiva, “diz-se da consoante em que a corrente de ar que a produz sofre uma constrição ao forçar passagem entre o órgão fonador ativo e o órgão fonador passivo” [2].

Fricativa devido a corrente de ar roçar nos dentes com a intervenção das cordas vocais, labiodentais e sonoras, portanto numa demanda de atrito entre dentes e lábios. Estes itens pressupõem filosoficamente a metafórica idéia da tensão entre a sonoridade espontânea e a resistência de nossos egoísmos ante o apelo do som da Boa Nova a ser escutado por outrem; e o “v” na palavra vem sofrendo o ímpeto do “e” (aberto) que é uma vogal oral, de zona de articulação palatal com timbre aberto e intensidade tônica, portanto todos os indícios de pronúncia que denota imperatividade de existência.

  • “an”- intervenção das cavidades: nasal; modo de articulação: média; timbre: semifechadas.

  • “ge”- intervenção das cavidades: oral; modo de articulação: constritiva e fricativa; intervenção das cordas vocais sonora e palatais. Tem, portanto um momento fonético com um enlace pela fluidez de pronúncia, dosado pela obstrução comedida, com a flexão interpretativa filosófo-teológico da batalha de interesses existenciais implícitos, no tocante ao atendimento ou não do chamado à Boa Nova como promessa de restauração.
  • “lho” - intervenção das cavidades: oral; modo de articulação: contínua e laterais; intervenção das cordas vocais sonora e palatais.

Podemos observar a intermitência de categorizações, com ponderações de fluidez de pronúncia seguida da fonética constritiva, fricativas ou contínuas. Neste apêndice filosófico mediante a observação fonética, mediante a dissecação da idéia implícita e explícita da disposição ou não da facilidade de pronúncia, podemos desvendar o sentido de que devemos sucumbir nossas resistências à conveniência de que no aspecto teológico; a palavra evangelho presume uma tensão entre a vontade de fazer ou não a propagação da boa nova, provocado anatomicamente (elementos fonadores) por elementos humanos.

Este seria apenas o sentido com vista meramente especulativa, mas que nos incitam ao aceite deste viés de conceito sob o ponto de vista da ocorrência prática na transliteração do evangelho.

O evangelho por sua vez é o evangelho da glória

O evangelho da glória reflete o caráter de Deus em reverter o quadro de subserviência do homem à condição do pecado, propondo a libertação por meio da redenção e a transformação do habitat do homem (Atos 3 : 21), ou seja, o Éden-meio ambiente descrito na dispensação do milênio, na restauração das rédeas políticas através do estabelecimento da verdadeira justiça social por meio do reino de Deus na terra e sob a égide do Sermão da Montanha; na justificação-salvação e glorificação do homem mediante o expurgo das nódoas do pecado pelo sacrifício vicário de Jesus, tornando o homem aprazível a Deus e para o louvor da sua glória. (I Co. 4:3-4)

O plano de Deus é que fossemos multiplicadores, atentando para a urgência da salvação das almas para cercar a efemeridade da vida humana, a temporalidade prescrita no imediatismo citado na Bíblia: "Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce". (Salmos 103 : 15)

Citação de Dick Hills: "Cada coração com Cristo é um missionário e cada coração sem Cristo é um campo missionário."

Portando as ambigüidades que se fazem existir nos dias de hoje, são quando as atribuições de crescimento do evangelho são referendadas equivocadamente a elementos concretos como construção de templos, aquisição de rádios, tv’s, reconhecimento com títulos honorários, porém não se equivale às orientações bíblicas , pois o verdadeiro evangelho se propaga e cresce mediante ao resgate de almas que se tornem em verdadeiros adoradores, ou seja templo de Deus – Espírito: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (João 4 : 23).

O templo pretendido por Deus e citado na Bíblia não é uma estrutura física de concreto, mas um organismo frágil que depende de Deus, logo exalta a soberania de Deus, através desta dependência:

“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens”. (Atos 17:24)

David J. Hesselgrave:

"Se quiseres fazer alguma coisa para durar uma estação, plante flores; Se quiseres fazer alguma coisa para durar uma vida, plante árvores; Se quiseres fazer alguma coisa para durar uma eternidade, plante igrejas."

Logo a pregação do evangelho deve mover as entranhas da igreja e todo o propósito deve suplantar o egoísmo latente, possibilitando que a receita da igreja seja convertida numa proporcionalidade cada vez maior no financiamento da obra, minimizando os custos com mão-de-obra (pastores), marketing eclesiástico, etc.

Pois pessoalmente acho que o foco seria que instalássemos tendas com custos menores para relevar o ajuntamento das pessoas sob a perspectiva da anunciação, do ensino pelo evangelho pragmático e eficaz. Nós evangélicos acabamos complexando a missão, os princípios e as metas das igrejas deixando-a a mercê dos humores políticos, das dissensões pastorais em detrimento do propósito do reino e do plano de salvação elaborado antes da fundação do mundo.


Necessidade de encíclicas eclesiásticas para foco nas ações


A gestão da obra do evangelho citando a maior igrja evangéica brasileira em números: a Igreja Evangélica Assembléia de Deus que atualmente não se pauta num planejamento nacional,, existente hoje existe de forma fragmentada por tensões de interesses e divergências na busca pelo "comando". Logo é plausível o início de novas diretrizes de gestão, com execução nas militancias nos bairros, cidades, estados, com desdobramentos posteriores à Convenção Geral da Assembléia de Deus, sob prática sistemática e orientada a curto, médio e longo prazo para o vislumbre do reencontro às bases genuínas da evangelização e o conseqüente aparecimento de Deus na obra Dele e descartando e expurgando do corpo entidade a nodoante consumação do pecado, de uma instituição relegada à grandiosidade engessada como um monumento museológico, calcado no orgulho histórico de ter sido e ainda estar sendo precariamente.

3.1.1 - A organização e governança da igreja católica

Senão vejamos oexemplo na igreja católica em que ocorre à sistematização de suas ações de forma a compor um status político calcado na credibilidade adquirida, e as credenciais seguem um plano expansionista. As edições das campanhas e estratégias vislumbram o cenário mundial da igreja face aos acenos políticos, sociais, tecnológicos e às intermitências e correlações religiosas. No Brasil as ações têm evoluído face ao crescimento da igreja evangélica, fazendo a flexão da igreja católica à vertente Carismática com manifestações de curas, línguas estranhas; e agora com a disseminação do evangelho da prosperidade, começam a explorar estas nuances sem perder a identidade e as pretensões católicas.

Estes movimentos de gestão são frutos da leitura do cenário atual e adoção de uma ofensiva.

Os instrumentos de gestão têm se utilizados das prerrogativas das edições periódicas das Rerum Novarum (ver genitivo plural abaixo) = Das coisas novas) - pelo vaticano e as campanhas da CNBB no Brasil com cunhos pertinentes aos apelos nacionais. [1]

Têm atuado com reconhecimento e financiamentos próprios, governamental e privado. Um exemplo de sucesso são a pastoral da criança, pastoral da saúde e outras ações que se fazem acontecer através da voluntariedade, com ônus otimizado.

O setor social da CNBB é coordenado pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, composta de cinco bispos. A ela estão ligados uma série de organismos e um conjunto de pastorais sociais específicas.

Entre os organismos se destacam:

a Caritas Brasileira, presente em mais da metade das dioceses do Brasil, que em 2006 completou 50 anos de presença ininterrupta no país. Atua tanto em calamidades, como através de programas no serviço especialmente dos mais pobres, no sentido de sua organização e busca de autonomia. É filiada à Caritas Internationalis.

A CBJP – a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, voltada à defesa e promoção dos direitos humanos, tendo-se destacado no combate à corrupção eleitoral.

O IBRADES – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, que se dedica à formação de agentes das pastorais sociais e oferece assessoria a movimentos e organizações;

CEFEP – Centro Nacional de Fé e Política Dom Hélder Câmara, criado recentemente e que se dedica à formação de políticos e militantes cristãos leigos, através de Escolas de Formação Política, na linha da Doutrina Social da Igreja.

CERIS – Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais: mantem um sistema estatístico atualizado “on line” da Igreja Católica no Brasil, publicando regularmente um Anuário Católico e realizando estudos sobre temas como o trânsito religioso (passagem de uma religião a outra).

MEB – Movimento de Educação de Base, criado nos anos ’60. Dedica-se à educação popular, sobretudo através de escolas radiofônicas, sendo presente especialmente nas regiões mais carentes do Nordeste e na Amazônia brasileira. [2]

As ações da igreja católica apelam de forma substancial à eficiência administrativa, com ousadias de marketing como canais de televisão, e inserções capilarizadas atendendo como uma espécie de discipulado imediato às vulnerabilidades sociais, de saúde, etc.

Podemos citar algumas ações católicas louváveis e contextualizadíssimas, com um “modal do bom samaritano”:

Outra forma de organização da ação social da Igreja se dá através de Pastorais sociais específicas, que atualmente são em número de 14, em âmbito nacional. Diversas dessas pastorais tiveram origem em uma campanha da Fraternidade. Agrupando essas pastorais por afinidade, temos o seguinte quadro:

Pastoral da Criança, com 20 anos de existência e presença nacional, que atende sobretudo mães gestantes e crianças até 6 anos de idade, cuja atuação conseguiu reduzir significativamente a mortalidade infantil no Brasil; Pastoral da Saúde, junto aos que se dedicam a servir os doentes, na medicina preventiva e popular.

Pastorais por setores sociais: Pastoral da Terra (mediando em conflitos pela terra e na promoção da Reforma Agrária), Pastoral dos Pescadores, Pastoral Operária.

Pastoral de pessoas em situação de especial vulnerabilidade: Pastoral do Menor (menores infratores), da Mulher Marginalizada, dos Nômades, Carcerária, Migrantes, da Sobriedade, da Pessoa Idosa.

Pastoral de minorias étnicas: Pastoral afro-brasileira, e com Indígenas (através do CIMI – Conselho Indigenista Missionário). [3]

Não se trata de regimentos, estatutos naturalmente necessários a uma entidade de qualquer natureza, mas de planos expansionistas com a prerrogativa de conferir ações à natureza da organização; no caso, uma igreja com o pretenso propósito da disseminação do cristianismo pela tentativa da supressão de mazelas sociais que acalentam a história brasileira.

3.1.1 - A pauta da igreja assembléia de Deus - janela 10/40 e nosso bairro

O projeto 10/40 que incluem 62 países tem sido uma ambição das igrejas evangélicas, no entanto com a falta de sincronicidade ocorre a frustração, que atordoa nossas consciências cristãs e sugere mudanças e ajuste de foco.

O cenário de carências sofre o paradoxo das atitudes tímidas e insensíveis como se a igreja vivesse num plano elitizado sem perceber os contornos, do bolor de antros de mazelas sociais, deixados ao relento. O que ocorre:

Janela 10/40

É a região entre o Atlântico e o Pacífico, e entre os paralelos 10 e 40 de latitude norte, onde vive a maior população mundial com menos oportunidade de ouvir o evangelho.

Os países são: - ÍNDIA Evangélicos 1% - MAURITÂNIA Evangélicos 0 % - SUDÃO Evangélicos 3% - AFEGANISTÃO Evangélicos 0,02% - JAPÃO Evangélicos 3% - GUINÉ-BISSAU Evangélicos 1,2% - KUWEIT Evangélicos 0,5 % - BANGLADESH Evangélicos 0,2 % - BUTÃO Evangélicos 0,03 % - ARÁBIA SAUDITA Evangélicos 0,007% - GUINÉ Evangélicos 0,75 % - TAILÂNDIA Evangélicos 0,3 % - NIGER Evangélicos 0,1 % - KIRGHIZISTÃO Evangélicos 0,003 % - IRÃ Evangélicos 0,05 % - BUKINA-FASO Evangélicos 3 % - MALI Evangélicos 0,9 % - AZERBAIDJÃO Evangélicos 0,003 % - BENIM Evangélicos 2 % - INDONÉSIA Evangélicos 6 % - LAOS Evangélicos 1,9 % - SAARA OCIDENTAL Evangélicos 0% - EGITO Evangélicos 0,8 % - Uzbequistão Evangélicos 0,001 % - NEPAL Evangélicos 0,5 % - EMIRADOS ARABES Evangélicos 0,7 % - ALBÂNIA Evangélicos 5 % - MARROCOS Evangélicos 0,01 % - IRAQUE Evangélicos 0,5 % - SRI LANCA Evangélicos 0,9 % - ISRAEL Evangélicos 0,35 % - TADJIKISTÃO Evangélicos 0,001 % - CHINA Evangélicos 4 % - DJIBUTI Evangélicos 0,03 % - LEMEN Evangélicos 0,01 % - VIETNÃ Evangélicos 0,6 % - FORMOSA Evangélicos 3 % - BAHREIN Evangélicos 1,5 % - BRUNEI Evangélicos 0,06 % - LÍBANO Evangélicos 4,3 % - CATAR Evangélicos 0,007 % - TURKOMENISTÃO Evangélicos 0,001 % - ETIOPIA Evangélicos 10 % - BISMÂNIA Evangélicos 4% - TIBET Evangélicos 0,02 % - ARGÉLIA Evangélicos 0,01 % -LÏBIA Evangélicos 0,1 % - MALÁSIA Evangélicos 2 % - OMÃN Evangélicos 0,1 % - CAZAQUISTÃO Evangélicos 0,004 % - TUNÍSIA Evangélicos 0,001 % - CAMBOJA Evangélicos 0,05 % - TURQUIA Evangélicos 0,03 % - COREIA DO NORTE Evangélicos 0,5 % - SOMÁLIA Evangélicos 0,01 % - PAQUISTÃO Evangélicos 0,5 % - NIGÉRIA Evangélicos 17 % - MALDIVAS Evangélicos 0,1 % - JORDÂNIA Evangélicos 0,4 % - SENEGAL Evangélicos 0,1 % - SIRIA Evangélicos 0,1 % - MONGÓLIA Evangélicos 0,1 %.

Creio que a busca de recursos e estratégias para alcançar os países da Janela 10/40 seja um dos assuntos mais abordados pelas igrejas, agências missionárias e organizações que se interessam em fazer parte da grande comissão.[4]

O projeto "Janela 10/40" é um plano de evangelização mundial, visando alcançar os países mais fechados do mundo, onde o percentual de cristãos, verdadeiramente convertidos é baixíssimo. No entanto devido a falta de planejamento e foco; nublada pelo interesse de enriquecimento e barganhas políticas, não tem atingido o mínimo de eficácia. Em muitos países, o percentual de pessoas que tem conhecido a Cristo, é DE ZERO ou quase 0%. Este projeto "A janela 10/40" tem este nome por parecer uma "janela" retangular, imaginária, compreendida entre as Latitudes e Longitudes 10 e 40 graus, tomando por base o norte da linha do Equador. Desde o Oeste da África ao Leste da Ásia.

Estão compreendidos nesta "janela":

§ 62 (sessenta e dois) países do mundo;

§66% da população mundial, cerca de 4.125.000.000( quatro bilhões, cento e vinte e cinco milhões) de pessoas;

§ Os dois maiores países do mundo, em número de habitantes: a China e a Índia.

§ Só eles representam cerca de 30% da população mundial, aproximadamente 2.062.500.000 ( dois bilhões, sessenta e dois milhões e quinhentos mil) pessoas e as três maiores religiões do mundo, não cristãs, e que, também, estão inseridas nesta " janela", possuem, juntas, mais de 1/3 da população mundial.

As mais conhecidas são:

§ ISLAMISMO - 1.100.000.000

(um bilhão e cem milhões) de adeptos:

§ HINDUÌSMO - 800.000.000
( oitocentos milhões) de adeptos; e

§ BUDISMO - 700.000.000
(setecentos milhões) de adeptos.

No panorama mundial as solicitações são prementes, porém no nosso país a adulteração dos propósitos do evangelho se torna um estampido de urgência para que se faça algo; exteriorizado na autopromoção de pastores a apóstolos; que cruelmente barganham a orientação de produzir frutos pela evangelização por criarem impérios mercadológicos com a exploração da fé das pessoas, que por sua vez estão ansiosas pelo alívio de suas mazelas sociais e espirituais. Somente poderemos retomar a rota da pregação e salvação dos perdidos, estabelecendo um planejamento com um choque de gestão que acompanhe uma fervorosa visão de amor às almas para que tornemos verdadeiros mordomos cumprindo a missão, que possamos ter a bem-aventurança citado no versículo Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim." (Lucas 12 : 43).

Fazer assim como? Eis a pergunta...

[1] www.cf.org.br/cf2004/40anos.ppt acessado dia 11/2/2009


As pretensões de um projeto de evangelismo, só surtirão efeito se estiverem calcados no ardor de entusiasmo de ganhar almas para Jesus, sendo uma conseqüência do amor pelas almas.

Mas adoção de uma metodologia poderá implementar uma visão sofisticada e racional de gerenciamento do plano de evangelização.

São apenas algumas sugestões esboçadas de forma sistêmica que deve ser detalhada em reuniões com o corpo de líderes da igreja, não impondo tiranicamente, mas definindo como sendo prioritário no momento em que vivemos; a qual solicita ações agressivas, pontuais e inteligentes, para tentar suplantar os atrasos de gestão em que acometem as igrejas no Brasil.

Não percebemos que cresce o nº. de igrejas principalmente nas periferias, no entanto a criminalidade, a prostituição, a violência, a corrupção e tantas mazelas sociais se agravam de forma exponencial, e contrapondo-se a isto poucos são os líderes com a visão do Reino de Deus na Terra.

Ajuste estratégico das igrejas no que tange à infra-estrutura com recursos humanos e suportes físicos e econômicos para a evangelização

a) Formulação de liderança começando com a formação de um catálogo com endereço, telefone, e escala de apoio de grupos de diáconos devidamente organizados com reuniões periódicas e um plano de suporte às demandas dos grupos de evangelismo.

b) Adequar salas do departamento infantil-adolescentes na parte superior do templo, treinar pessoas com afinidades no trato com o perfil deste público, para acolher os adolescentes e crianças recém-convertidas, fruto da ação evangelística.

c) Formular com a apreciação de pessoas especializadas, uma seqüência de cursos voltada para o discipulado, agendar como prioridade da igreja a doutrinação periódica, estudos bíblicos se possível com visitas às casas destes, o engajamento com visitas sociais quando na ocorrência de auxílio social ou aconselhamento.

d) Ajustar liturgia do culto com uma reprogramação com inserção de momentos devocionais (recital de versículos ou poemas sacros, cânticos congregacionais – antigos), montagem de estrutura de audiovisual para projeção de letras dos hinos, estudo bíblicos, palestras, mensagens com apresentação em power point.

e) Elaborar programas de cultos temáticos consonante às demandas e sugestões da ambiência espiritual da igreja.

Por mais frio que possa parecer; este documento tem motivações legítimas e segue na tentativa de amenizar a ineficácia dos crentes na evangelização, pois na maioria das vezes sofrem o agradável êxtase da emoção, que ora pode ser a visitação do Espírito Santo; mas, no entanto não reflete em ações concretas em prol da urgência de bloqueio a que mais pessoas sigam para os inferno social contemporâneo diariamente e nós continuamos a esperar quando “começar”, sendo que o tempo de "começar" já está terminando.

Análise de Zóio ... Zoioticanálise em ação!