terça-feira, 22 de outubro de 2013
Que Neste Dia...possamos INTER...PRETAR!!!
Que NESTE DIA, ocorra um alinhavar de demandas, tensões, cruzamentos de anseios consubstanciados em histórias diversas devidamente arrazoadas e legitítimas; cabendo aos viventes "inter...pretar".
Num devaneio "inter...pretativo", me atrevo a dizer que na bifurcação da via da vida, nos mais diversos desdobramentos em inúmeras decisões à espera de uma escolha; é imprenscindível o "pretar inter", marcar de negrito entre tantas outras, a melhor escolha e esculpir a insígnia da marca de que " Este é meu ou minha", para que passe a nos pertencer.
Inter- pretar, como sendo o evidenciar com a cor preta (preto no branco), sem deixar margens para dúvidas portanto de uma concreção de certeza inarredável; mesmo que esteja miscível entre tantas outras ou outros, contendo similaridades que despertam a confusão; mas que na escolha perfeita, será evidente a singularidade do que escolhemos.
No Direito é assim. A coisa ou ato afetos à decisão do julgador, do defensor, do querelante, do promotor, tem uma peculiaridade bem arrazoada e que só poderá ser destronado pela razão maior: o bem estar e a harmonia social objetivado pelo melhor custo-benefício decisório.
Viva hoje INTER - PRETando; na maior da insinuação dialógica, sem a presumível égide pejorativa; para que assim possamos fazer as melhores escolhas hoje.
O Amanhã será uma nova história! Uma nova "inter...pretação"!
O Zóio, observando os detalhes para fazer a melhor escolha!! E instigando os demais para tal
terça-feira, 11 de setembro de 2012
MÉTODOS DA HERMENÊUTICA PARA INTERPRETAÇÃO JURÍDICA
2. INTERPRETAÇÃO
HISTÓRICA, SOCIOLÓGICA E EVOLUTIVA
3. INTERPRETAÇÃO
TELEOLÓGICA, AXIOLÓGICA
4. INTERPRETAÇÃO
ESPECÍFICA
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Implicancias jurídicas no tocante à crise na União Européia
O monstro da crise Européia é um destes episódicos fatores de inscrição histórico de um rumo ao aprendizado, e uma nova ordem mundial nas relações político-economicas com os devidos desdobramentos nas demais esferas das ciencias.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
CUMPRIMENTO DE METAS - TST reconhece vínculo empregatício de pastor da Igreja Universal
Não podemos criticar os deputados, senadores, governadores, ministros se os ditos "ministros do evangelho - boa nova" só nos trazem más novas de corrupção, com custos de manutenção de programas de tv em horário nobre, canais de tv, tudo pago por milhões de manipulados. Esse não é o evangelho de Cristo. Será que Jesus açoitaria novamente os mercadores da fé?
A Salvação vem pela fé, é dom de Deus, para que ninguém se glorie..." Ef 2: vs 8 e 9.
As igrejas tem sido formas de manipular o mundo, aterrorizando as pessoas anunciando o risco do inferno, criando assim um mecanismo de subserviência da sociedade para custeio do luxo e manutenção do poder do Clero de todas os segmentos de crença. Na atual crise da Europa, o vaticano não colabora por que?
A soma de todo o patrimônio do Vaticano incluindo Conventos, Catedrais, Igrejas monumentais, Seminários, latifúndios, Universidades, são um valor considerável e que resultado prático estes promovem???
As pessoas-membros sim, se organizam e promovem grandes movimentos mundiais. Sem falar nas igrejas evangélicas com milhares de templos e que promovem festas e cruzadas que quase sempre são vitrines de autopromoção de pastores e cantores com quase nenhum efeito prático, mas estes visam atingir a mídia e logo se candidatarem a cargos públicos.
As proibições doutrinárias, dogmas concebidos por caprichos e intenções humanas, são punidas por Deus.
Este trecho bíblico não diz isto?
E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,
Se a igreja é apenas um ente contemporâneo, construído institucionalmente com o fim de apaziguamento dos estampidos bárbaros da ignorância; quando a humanidade tiver num plano de civilizatório capaz de capacitar os homens a se verem como necessários uns aos outros e portanto prudente a equalização das diferencças por uma relação simbiótica, será ncessária as igrejas? Não será suficiente, ou; sempre não tem sido suficiente a relação direta com DEUS?
Enquanto esta realidade civilizatória não é real ainda é coerente que estes núcleos de fé (igrejas) possam pagar de impostos ao país e ainda se planejarem com vistas a ter ações fácticas pelo social, econômico, educacional? Porque hoje são somente falácias sem obras é efeitos podres...
Afinal o verdadeiro Reino dos Céus, não se atém ao logicismo eclesial, mas sim sendo redundante; através da interação com todas as instancias da vivencia prática da educação, da harmonia social, justiça, solidariedade, da caridade; pois ainda que eu desse meu corpo para ser queimado, falasse o dialeto dos anjos; de nada valeria se eu não amasse...
Pensem nisto e creiem e relacionem diretamente com Deus sem intermediários e tutores e gurús; afinal o "véu do templo foi rasgado de alto abaixo para falarmos com DEUS tete-a-tete..." O custo desta pseudo-intermediação é muito caro e ilegal!!!
E estes super-star's já se projetam como melhores do que o próprio DEUS. Isto é idolatria ou não é?!
Zóio, humildemente zoiando o quanto criamos artifícios para um DEUS que nos busca avidamente. Muita gente no labirinto do pecado!!!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Matemática, interrelações, caos - uma beleza de equação criada por Deus
Burrice é "pensar que a deisificação de nossas razões" pressupõem a autenticidade, ou exaurem a consumação conceitual e tateável do que realmente é Deus; constituindo um disparate de pecaminosidade e leviandade. Constituem ainda o disfarce da covardia em não ter atitude de reconhecimento da vitória da supremacia da Verdade da Soberania do TUDO e do TODO, frente à pseudo potencialidade absorção deste DEUS-VERDADE. Aliás, a atribuição de mistério aos assuntos dos quais não dominamos, não é, senão a tentativa de mascarar a nossa ignorancia sob a eiva da covardia. Covardia não em não poder dominar todo o conhecimento - já que somos limitados nisto - mas covardes no sentido de não reconhecer a pequenez da nossa capacidade frente à imensidão do desconhecido, tendo a consciência e admitindo a ilimitada ciência que nos é medicada em doses homeopáticas por DEUS; devido à nossa limitação em deglutir toda esta "totalidade sem limites".
Se nestes giffs deste texto, podemos ver a matematização do caos, que conseguimos reproduzir em equações e imagens e que nos causa espanto e confusão; prova que o TODO, incluindo o universo, é por demais difícil de ser absorvido por nossa racionalidade ou até pela nossa irracionalidade.
Nisto age a presumida destinação da solidariedade vital da humanidade, em que cada indivíduo, potencializa toda a sua capacidade em viver a fragmentariedade na dispensação cultural, antropológica, tecnológica, espiritual, para depois ceder lugar à uma continuidade de outros seres humanos (descendentes) com melhores potenciais intelectuais, para continuarem a receber doses mais "concentradas" das homeopatias; cujos efeitos pretendem e o fazem, tornando-nos mais aptos a adorar o criador do TODO e de TUDO e maestro de TUDO.
O que é nossas religiosidades e nossas complexas matematização de nossas relações e descobertas, senão uma estabilidade momentânea de nossas limitações, para uma harmonia social sofrível, pulverizadas por instabilidades como: guerras, mudanças de paradigmas e costumes, ilhas sociais bizarras, tudo no intuito de formatar a transição para o outro estágio de "com-preensão" do TODO.
Gosto de viajar nesta imaginação ilimitada, sem apoiar-me no corrimão da coerência e da convenção do correto; pois acabo sentindo uma brisa, ou um leve assoprar do que seria o comportamento e reações do que seria (não é pecado pensar) ser um DEUS; apesar de saber que nunca me atreveria e nunca conseguiria Sê-lo.
Meus pensamentos, afinal, nossos pensamentos são um dom de Deus, pois esta essência da transcendentalidade só existe por conveniência única e exclusiva de DEUS; logo como poderia ser pecado.
Resta-nos "zóiar", com a tristeza de que neste limiar transitório de sapiência, igrejas monopolizam pessoas (outros cérebros escravizados). Governos ; e nesta categoria incluem-se todos os entes de manipulação social, citando alguns: igrejas, escolas, ilhas sociais. Estes sistema iludem o curso da salvação, ditando normas para conter o ímpeto das individualidades e coletividades pela "busca". Muito embora ultimamente temos visto a cessão dos governos e ditaduras mundiais à pressão social dos "cidadãos calados nas decisões de suas terras e chão; estourando em ímpetos da ressurreição dos direitos e deveres" .
Mas o que é as igrejas, escolas, governos, entidades internacionais, disciplinas econômicas, empresas, filósofos, juristas; senão entes que tentam aplacar o caos momentâneo da contemporaneidade, para manter a harmonia social.
A SALVAÇÃO do Homem, é concessão única e exclusiva de DEUS.
- Salvação da alma vivente,
- Salvação social,
- salvação política,
- salvação ambiental,
- salvação dispensatória,
- salvação da ignorância existencial, etc.
Avante à Salvação; e eu, embora simples como eu seja, gostaria de ser um profeta, ou talvez até esteja sendo; para pregar a contra-cultura, abalroando as bases de "tradicionalidade arrogante"; que tenta bloquear e interceptar este ENCONTRO do homem com DEUS para deglutir a salvação homeopática holísticamente falando, mas completa e autentica individualmente falando.
Zóiando, o que às vezes o que observamos confunde nossos zóios, rsrsrs!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Inquietação está na essência do trabalho do repórter de sustentabilidade - CBN
domingo, 20 de novembro de 2011
Contornos dos sonhos!!!
É viver sob a maestria de nuvens sem patrões num prenuncio de chuva,
É ousar tatear ilusões
É deslizar a percepção sobre o tapete mágico da música dissonante,
porém consonante com utopias e razões óbvias;
Escrito no ano de 1998 e publicado no exemplar FIBRA - cenibra
"Zóio, que ousa sempre sonhar maneando os tentáculos da ação"
domingo, 6 de novembro de 2011
Psicologia funcional e o Direito metodológico efetivo
A psicologia e o Direito
A conducência jurídica tem uma melhor eficácia quando sofre a ação da psicologia. A Psicologia Jurídica interage seus objetivos na dissecação do “tecido” das manifestações psicossomáticas das pessoas e o encadeamento existente entre o ser humano com o meio ambiente e toda gama de influências e efeitos na “psique” provenientes da vida
O assistente técnico ou o psicólogo autônomo tem a incumbência de agir com imparcialidade sem transgredir a ética profissional, em se tratando de atuação em apoio no trâmite de uma peça processual. As pessoas ao provocarem o judiciário na solução dos conflitos aguardam uma decisão mágica do juiz; porém com a integração da dialética das ações dos advogados, representantes da justiça e psicólogos, tende a minimizar o desgaste emocional do litígio preservando a integridade física, emocional e a conscientização de seus membros de sua relevância individual, grupal e social.
A psicologia e o direito da familia
O novo modelo de família, as relações parentais distintas fazem frente ao questionamento duma legislação genérica para situações atípicas não esboçadas no arsenal normativo, sem concretude em ações de bloqueio.
Nas Varas da Família, os Psicólogos jurídicos percebem que em alguns casos a decisão do juiz não reflete a expectativa dos litigantes.
Isto se dá por causa das discrepâncias culturais no tocante às noções de família tanto dos casais que protagonizam os processos, quanto dos representantes da lei. A psicologia, a sociologia tem pesquisado sobre as nuances: família, juventude, infância e outras afins, porém o mesmo não tem ocorrido numa exploração acadêmica de forma enfática no contexto jurídico. É este o cenário apesar do bom começo com o Direito da Família com a CF 88, com a força de supremacia constitucional dada à maior abrangência, acolhendo novas entidades familiares e conseqüentemente solicitando uma nova abordagem familiar.
Este novo perfil de família evoca a interpretação desta cultura multifacetada para integrar os pontos de equilíbrios face às regências normativas do Direito com vistas à justiça.
Ocorre um trâmite da humanização na arena da solução dos conflitos jurídicos com a inserção da eficácia da oitiva às subjetividades humanas.
A Psicologia jurídica sugere uma contemplação crítica da juridicidade, no apanhado da eficácia de justiça e se esta se vê contextualizada com o novo gênesis familiar.
o direito e psicologia
A suscetibilidade ao erro e, por conseguinte às conseqüências gravíssimas, sobretudo na área criminal; se concebe pela possível falibilidade humana na propensão a mentir, falhar ou sofrer de distúrbios da mente. Esta ocorrência pode ferir uma peça processual indispensável, como exemplo a prova testemunhal. Diante disto Eugênio Furlan reafirma a necessidade de extrema cautela. Luiz Regis Prado acompanha a opinião de Furlan enfatizando a premente deficiência da prova testemunhal.
Freud exemplificou cientificamente a existência de doenças por distúrbios mentais que desviam o exercício cônscio da razão, logo, na supressão de falhas processuais, sobretudo na formulação da prova testemunhal, este quadro se apresenta absorvível às ciências complementares que têm o condão de possibilitar a apuração das verdades em declarações.
Abster de métodos de outras ciências, dentre elas a psicologia; que pode encaminhar o Direito à eficiência no atingimento de sua finalidade de pacificação social com justiça; configura-se um contrasenso. As naturezas cognitivas, afetivas e relacionais influenciam a prova testemunhal, logo a psicologia da testemunha deve ser percorrida por uma leitura analítica, fazendo uso dos vários segmentos da psicologia, a saber: psicologia geral, psicologia social e psicologia diferencial.
O Direito pode na sua essência científica fazer uso de aplicação da hermenêutica, mas munir-se também do ferramental metodológico de outras ciências humanas; explorando suas potencialidades, para trazer a lume a concreção da justiça. Com esta orientação, o Direito poderá desvencilhar dos estratagemas inerentes às subjetividades humanas, podendo contornar as incongruências testemunhais que perpassam pela sujeição, nem sempre intencional, do ser humano ao erro. Desta forma a ciência jurídica poderá reverter o quadro na lide com as eventuais inconsistências das decisões judiciais que produzem resultados catastróficos; no que tange à obtenção e promoção da justiça social.
Zóio, psicologizando a justiça, com a proposta de in-direitar as tensões!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Liberdade de Imprensa e as implicâncias jurídicas - Lei 5250/1967
A Lei de imprensa prensando...Numa arena de intenso bombardeio de informações e no ritmo de autorias diversas, seja pelos blogueiros, seja pelas redes sociais é impossível a verificação da veracidade da carga de ponderações, sugestões, repúdios; desfavorecendo qualquer ânimo em controlar ou preceituar a ética informativa.

Por outro lado o viés democrático se estampa na diversas manifestações de opiniões, ditaduras são descalçadas, razões são compartilhadas e a corrupção se vê em solo movediço; face à exposição aos diversos olhares virtuais.
A desestabilização dos padrões de informações corroboram por outro lado para a afronta aos recursos procedimentais do Estado em conter excessos. Porém, já tem se estabelecido num movimento crescente, a tônica inegociável da transparencia. Embora esta transparencia desnude as nuances sórdidas da ineficiencia do Estado, dos corruptos e corruptores...
Diante disto o governo se vê na pulsão de tentar estancar esta hemorragia social; não no sentido de morte, mas sangrar como demarcação de territórios, com um "banho de sangue-vida" , no sentimento de posse do país como "meu também".
Mas esta liberdade não pode estar de forma localizaa tornando-se um instrumento de confusões do racional, calúnias, especulações, etc.
Na verdade o labirinto conceitual a que nos vemos ingressados, comunga possibilidades de estampidos libertários "à la Egito", estelionato virtual, inspeção dos movimentos jurídicos conceituais,; enfim assumindo as rédeas da nossa vida.
A imprensa oficial, atrelou a linguagem profissional à democracia; subsumida à coerencia de interesses do Estado na manutenção da harmonia com requintes de informações pontuais, pelo despertamento da necessidade do exercício da cidadania.
Os poderes judiciários, executivo e legislativo se vêm sob o condão de vontades, agora ainda mais multifacetadas.
Prefiro que a uniformidade dos pensamentos se restrinjam à uma disciplina da concessão pela tempetuosidade de manifestações; ou seja, que a disciplina seja a indução das manifestações jornalísticas individuais, tempestade de idéias, pois a evolução vem do caos momentâneo até à estabilização sazonal de razões. Percebam as ondas: não há nenhuma mente que ouse arrazoar coerencia às ondas quadradas, espumejar com bolhas triangulares.
A diversidade deve imperar e todas as ciencias inclusive o Direito, cumpra o dever de propor à esta anarquia evolutiva, um pequeno assento e calmaria; para uma sequente vórtice para a transformação física, química, visual, novas substancias deste mundo de diversos, de excentricos e normais que juntos são donos da complexidade que é "ser humano".
Digam o que solicita o coração, leiam a opinião dos outros, opine o contrário e assim surgirá cada dia um país diferente; regido pelas ciencias num mundo melhor para todos.
Apoio a liberdade de imprensa.
Edson zóio - pela liberdade de imprensa!!!
domingo, 4 de setembro de 2011
I Smile... apesar de tudo sorria
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Felixcidade I ("série Felixcidades")

Hoje o conturbado bombardeio de anseios, é um mundo com uma mutabilidade de realidades cada vez mais acelerada; que nos obriga ou sugere um constante estudo de cenários, sejam tecnológicos, sociais, econômicos, culturais. Nesta velocidade famigerada de mudanças, pela qual somos acometidos; o tempo frustra a si mesmo pela insuficiência em atender a nossa latência filosófica. Vivemos a conciliar a instabilidade conceitual da infra-estrutura metafísica com as construções das realidades físicas, cada vez mais discrepantes em relação ao momento imediatamente anterior a cada ponto da escala evolutiva.
Pisamos em falso tentamos nos equilibrar no solo de nossas convicções movediças, desesperadamente criamos uma teia de implicâncias que eventualmente possam nos nortear na caminhada da sobrevivência, buscamos ajuda uns com os outros ou nos livros e gurus na religião; porém como precisamos de referências e estas se esvaem pela concatenação necessária com as famigeradas mudanças, os sulcos da escalada de sobrevivência tendem a fenecer. E a assimilação destas dissidências provoca cada vez mais a redução de nossos momentos de calmaria e paz de espírito.
II. O senso materialista de prioridade avacalha a abstração da felicidade
A felicidade sobrevive numa ambiência rarefeita e é constantemente asfixiada pelas prioridades, pela proposta de ser contemporâneo, pela proposta de não ser “alienígena”, ser mais humanizado e aceito no meio; não obstante esta proposta acabe por ferir a nossa capacidade de “ser humano”.A instabilidade permeia nossa realidade construindo um presépio de ilusões. Temos a opção ativa de estabelecer controle sobre as coisas que nos são imediatas. Esta soberania do controle pode ser assentada através da instituição de padrões dos fatos, das coisas, através da cientifização de nossas ações provocada pela observação, pelo experimento e o registro dos fenômenos que compõem nossas realidades individuais e coletivas.
III.A felicidade pelo controleSegundo Eduardo Giannetti, no livro “Felicidade” o período iluminista foi o momento em que se aflorou o otimismo pela obtenção duma ambiência feliz, através da abolição da ignorância. Pretendeu-se através da disseminação do conhecimento no século XVIII, no “o século das luzes” (Encyclopédie) (...) que se fez através de nomes como Diderot, Rousseau, D’Alembert e outros que se reuniram na casa de campo em d’Holbach (...) a obtenção da humanização, por conseguinte a afirmação de certezas pela previsibilidade adquirida pelo conhecimento. Inicia-se a propagação de conhecimento que outrora fora propriedade exclusiva dos ditos iluminados. Percebe-se que a existência do mistério perpassa pela conceituação implícita de falta do controle e aos que detêm o conhecimento, a possessão das rédeas do destino dos ignorantes.
O iluminismo caracterizou-se pela escalada evolutiva desta libertação coletiva, pelo incremento de forças inquiridoras do conhecimento que se pactuaram numa relação simbiótica, com a pretensão de legar à posteridade a continuidade desta libertação, das amarras da prisão asfixiante do incógnito.A equação fundamental do iluminismo europeu pressupunha a existência de uma espécie de harmonia preestabelecida entre o progresso da civilização e o aumento da felicidade. A resultante do processo, ou seja, a construção gradativa de um mundo como nunca se vira na história desde a expulsão do primeiro casal do paraíso era o efeito da combinação de vetores de mudança que não só corriam juntos, mas que se alimentavam e se reforçavam mutuamente. Eram eles: •o avanço do saber científico; •o domínio crescente da natureza pela tecnologia; •o aumento exponencial da produtividade e da riqueza material; •a emancipação das mentes após séculos de opressão religiosa, superstição e servilismo; •a transformação das instituições políticas em bases racionais, e •o aprimoramento intelectual e moral dos homens por meio da ação conjunta da educação e das leis.[1]
O controle é ambicionado ora na intenção da supremacia sobre o outro ou sobre a situação. A tranqüilidade da certeza de resultados, desde que cumprido os respectivos protocolos, dá aos homens a sensação de estabilidade, logo calmaria. A forma de poder controlar, como exemplo a fonte de alimentação plantando nas nossas aldeias, próximo ao nosso habitat pela garantia de condicionar as estações de produção dos alimentos, começou pela descoberta da semente. A sobrevivência sujeita à caça e a pesca, deu lugar a uma forma inteligente de gerir os estoques, a logística desligando um pouco a solicitação de estar à mercê da existência de frutos, da caça existente aleatória à vontade do homem, etc.IV.A abstração da felicidade afirmada pela libertação do conhecimento
Gostaria de abrir um parêntese reflexivo sobre a tese da libertação através do conhecimento. Nos textos bíblicos ocorre a afirmação feliz de que “a verdade vos libertará”, - “Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jo 8:31,32” - conquanto a referência se paute numa libertação das mazelas espirituais com uma alusão explícita; contextualiza-se de forma implícita e substancial à condição da humanização, sob a conotação da ação de dessacralização da religiosidade doentia que a tudo atribui como mistério, com o estratagema de intenção da manutenção do domínio.
A ignorância é o combustível para a existência do controle dos homens simples de forma covarde pelos dominadores, sem dar oportunidade aos dominados suprimindo propositalmente a equiparação das condições pelas vias do conhecimento.Contudo ocorre um paradoxo visceral representado pela supressão circunstancial do conhecimento no tocante à sublimidade do oculto divino, referendando a condição de ciência restrita a Deus.
Primeiro vamos ponderar sobre as conseqüências disto no homem.O primeiro ponto é que a proposta de Deus para que o homem e sua mulher não comessem da árvore que estava “no meio do jardim” tinha a intenção de evitar a divinização do homem. O fato da árvore “estar no meio do jardim” evoca a compreensão da interposição mediana de obstáculos pela opção das alternativas de poder obedecer ou não a Deus; apesar da recomendação de não tocar no fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
A Bíblia enfatiza o propósito de Deus de que houvesse uma relação de amizade com o homem, mas que este como uma criatura adotada como filho e amigo, mas que se abstivesse das pretensões de se enveredar na senda agonizante do calor do saber cósmico; ou seja, tentar ser deus sem ter a estrutura dimensional para sê-lo e preferir a “sábia decisão” de ser um ignorante cósmico. Outrossim, mostra a ocorrência da impossibilidade de que o homem sendo criatura pudesse transcender ao Criador. Nisto não ocorre a covarde pretensão de Deus pelo domínio asfixiante, pois a incoerência se dá pela impossibilidade humana de volição para tal.O segundo ponto trata-se de que a disposição ideal, essencial para que o homem seja feliz é que este seja necessariamente humano. O desvio desta humanidade subserviente à supremacia divina é um lapso do que ocorreu com lúcifer, que numa auto-avaliação julgou-se ter apropriado duma suposta similaridade de poder em relação a Deus e isto minou a sua fidelidade. Com este evento podemos ter uma definição elementar de pecado como sendo a fuga da condição de humanidade, na pretensa tentativa de ser divino. Com base nisto, os movimentos religiosos que insinuem esta divinização, seja por coreografias, êxtases e alegação egoísta pelos líderes religiosos de serem detentores de status de íntimos de Deus, pode ser um indício de que esteja ocorrendo uma perda da humanidade santificadora. Deus quer conveniar seus propósitos com o homem e não com um semi-deus, já que basta a soberania que lhe própria e intransferível; não pela ditadura da imposição de singularidade, mas pela real-idade da razão de ser a realidade coerente. Pelo simples fato de não assimilarmos a complexidade da relação tempo-espaço e a eternidade ser para nós algo impossível de tatear com nosso intelecto, nos delega a confortável paz pela ignorância do divino. Divino no sentido dos meandros dos mistérios ocultos a nós, pobres mortais; nunca ignorar DEUS.
A divinização do mistério tenta inibir, mascarar, confundir à interpretação do conhecimento palpável pela capacidade de cerco, do domínio pela descoberta delegada por Deus ao homem; e essa tem sido utilizada em muitos casos como o abafamento dos suspiros de inteligência humana, principalmente pelos religiosos. Há, porém a indispensável e recomendável ignorância humana da dimensão exclusiva de Deus que endossa uma sublimação do humano, pois o coloca no plano da genuína vocação de ser sadiamente humano.“Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”. “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais”. “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente”. Gênesis 5-7 e 22
O caos como elemento de mudanças
As repercussões desta análise se apresentam indigestas do ponto de vista da maioria das opiniões vigentes. Traz a reboque uma insinuação de heresia, do polêmico, pois se destaca com assuntos, temas, novos conceitos que são dissonantes aos vigentes. Ora esta vigência não necessariamente estabelece a coerência, o prognóstico do correto, ideal, etc. Logo iremos discorrer a justificativa da liberdade de pensamento, para os movimentos conceituais e a autenticação da verdade.
Percebemos que as evoluções são precedidas pela inquietude, pelo burburinho, do caos pelo anárquico, pois descompõem a estabilidade instaurando uma revisão de conceitos.
Senão podemos identificar uma “Geografia da Civilização e Progresso” que corroboraram à formação de culturas, do surgimento de impérios atribuindo esta propriedade tomando como base aos mares e rios; mesmo que possamos ter uma gama bem maior de outros similares com ilustrações a contento. Esta geografia relaciona o desenvolvimento possível, a aglutinação voluntária dos povos para estar às margens de oceanos, rios, lagos, cachoeiras para garantirem a sobrevivência. Logo podemos aludir a estes corpos d’água a conotação do “movediço”, instável, sujeito a mudança repentina de humores, mas que produz os ventos, faz o balanço térmico do clima regional, tem viventes dentro de si além de proporcionar a vida à vegetação e viventes da terra firme e tem uma latência movida pela gravitação “do que está acima dele”; ou seja da lua e astros que estão fora da esfera da terra. Esta alegoria tem imanência com os conceitos teológicos atribuídos a interpretação da vida cristã. Um cristão que não se intimida em ter um relacionamento “aberto” com Deus, buscando orientação “de cima”, questionando-o, fazendo provas, tentando descobrir mais sobre Ele. Este cristão sabe que não se esquivará da resistência da “terra firme” (da oposição), mas tem certeza que mudará o relevo, os limites, alterará o clima, produzirá chuvas que poderão aumentar a porosidade do solo para “absorver” água e aumentar a fertilidade do seu chão para crescimento de novas convicções e certezas.O mar e os rios têm características contrastantes com a terra firme, com o piso imóvel onde a civilização monta suas casas; no entanto é procurado por produzir vida pela sua dinâmica constante e imprevisível, que constroem milhares de formatos num lapso de tempo na contagem na ordem de milionésimos de segundo.
Tamanha é esta instabilidade que confunde nosso senso de organização, mas extasia-nos pois é belo e nos atrai. Faz alusão ao mistério.No entanto esta relação simbiótica entre os paradoxos de terra e água não se expandem nas instâncias da composição essencial; nas simetrias atômicas, nas inferências de interação necessária como conseqüente da existência de “um” somente possível pela existência do “outro”. Afirmo que esta relação simbiótica, apesar de constituir um encadeamento profícuo, não dá margem à dedução da existência necessária dos paradoxos, o equilíbrio entre o bem e o mal com a presunção da anulação do pecado; pois “estes não se expandem nas instâncias da composição essencial dos paradoxos”. O bem sobreporá sempre ao mal.
contraponto da pseudo-verdade sob custódia da ignorancia induzida e a verdade imutável sugestionada diariamente por deusEsta pseudo-verdade é a suposta afirmação de “verdade estável”, porém nada mais é do que uma ignorância autenticada pela conspiração cartorial, composta por líderes mundiais, eclesiásticos e de demais instancias na pretensão de manter interesses escusos que lhes proporcionam vantagens do domínio sobre a massa ignorante. É a Civilização vigente é equivocada, pois se historifica somente na cronologia do imediato, não transcende à contemporaneidade e logo sempre é substituída por outra mais coerente com os interesses predominantes da massa dominadora. Esta realidade indica a substancial necessidade da busca constante de todos os seres humanos pela Verdade; relevando que o endereço de verdade é único, insubstituível, inexorável que é o próprio Deus: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Jô 14:6.
A Civilização da verdade vigente sucumbe às razões calcadas no Plano de Deus; pois esta tem conotação sumária de perpetuações de ecos fenomenológicos, sejam religiosos, sócio-políticos, econômicos, com efeitos “delay’s” num tatear sem rumo eivado de incongruências conceituais e ideológicas, enquanto o Plano de Deus se desdobra sobre o todo, sobre o cosmo, sobre todas as coisas e tem amplitude inconcebível pelo homem.
As nossas verdades se pautam na necessidade de contingências para aplacar o imprevisível; é a disposição de guardar o maná para o dia seguinte, na desconfiança de que Deus não mande mais maná; é não dispor dos fardos pecaminosos da santificação deisificando-se, tornando-se um semi-deus ao invés de ser genuinamente humano pela santificação em Cristo, mesmo que solicitado por Jesus.(...) Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve. Mt 11:30— São Paulo : Companhia das Letras, 2002. págs. 22 e 23








